Quem são as meninas do mundo?
Meninas como a Jee, uma estudante de 11 anos da zona rural da Tailândia que ajuda a sustentar sua família; ou como a Alzira, que estuda pela televisão em casa junto com o irmão, em Moçambique, em meio à pandemia da COVID-19.
Essas meninas hoje são mulheres como a Dra. Wedi da República do Congo, que orienta meninas e mulheres sobre saúde reprodutiva, ou ministras como Olga Sánchez Cordero e Martha Delgado, do México, que assumiram o compromisso de prevenir e combater os feminicídios e a violência contra mulheres e meninas durante o One World: Together At Home.
Meninas e mulheres também são os milhões de Global Citizens, ativistas, e as muitas organizações e parceiros da Global Citizen espalhados pelo mundo que trabalham dia e noite para empoderar e proteger meninas e mulheres adolescentes todos os dias.
De acordo com o Fórum Econômico Mundial, pode levar mais de 267 anos para alcançar a igualdade de gênero. Mas o Objetivo 5 entre os 17 Objetivos Globais da ONU alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas buscam eliminar as diversas barreiras sociais e econômicas que elas enfrentam.
Hoje, 44% das pessoas em pobreza extrema são crianças, e para cada 100 meninos vivendo nessa condição, existem 105 meninas. Mas isso não precisa ser assim.
Para romper o ciclo da pobreza, enfrentar a desigualdade de gênero desde a infância pode melhorar a saúde, educação, segurança alimentar, acesso à justiça, proteção e tantas outras condições para meninas e mulheres em situação de risco.
Atualmente, 129 milhões de meninas estão fora da escola, mas o ensino secundário para meninas é o investimento mais eficaz e acessível na luta contra as mudanças climáticas. Complicações relacionadas à gestação e ao parto são a segunda maior causa de morte de meninas de 15 a 19 anos, mas investir na saúde e no acesso ao cuidado das meninas e mulheres já resultou em uma queda de mais de um terço na mortalidade materna. Apesar de ainda existir, o casamento infantil também está diminuindo, com 25 milhões de uniões infantis a menos no mundo na última década, permitindo que mais meninas possam realizar seu potencial e vivam vidas dignas.
Quanto mais as meninas são empoderadas, mais podem se expressar, tomar decisões por si mesmas e conduzir suas vidas com dignidade. Abaixo, relembramos alguns dos maiores momentos de impacto dos Global Citizens para que meninas e mulheres possam prosperar.
1. Ajuda Alimentar Urgente para Jee e Sua Família na Tailândia
Quase 60% dos 811 milhões de pessoas que vivem em situação de fome no mundo são mulheres e meninas, segundo o Programa Mundial de Alimentos. Após a pandemia, ficou ainda mais difícil para mulheres e meninas conseguirem alimentar a si e suas famílias, por causa da perda de empregos, fechamento de lojas e problemas na cadeia de abastecimento.
Uma dessas meninas é a Jee, estudante de 11 anos da Província de Pattani, na costa rural da Tailândia. Depois que o pai perdeu o emprego de pescador por causa da COVID-19, Jee começou a ajudar a mãe a buscar comida nas ruas para sustentar a família.
Na Tailândia e em toda a região do Sudeste Asiático, a insegurança alimentar está crescendo, impulsionada pelos impactos das mudanças climáticas e da pandemia. Jee e sua família são migrantes de Myanmar, um grupo que sofre ainda mais com os efeitos dessas crises.
Graças às ações dos Global Citizens antes do One World: Together At Home, uma campanha e evento transmitido em abril de 2020, a Raks Thai Foundation, com apoio da CARE na Tailândia, ajudou Jee e milhares de outras pessoas a terem acesso imediato a alimentos para suas famílias.
สวัสดีปีใหม่ปีใหม่ ปี 2565
— Raks Thai Foundation (@RaksthaiF) 1 de janeiro de 2022
ขอขอบพระคุณทุกท่านที่ช่วยสนับสนุนการทำงานของมูลนิธิฯ ตลอดปี 2564 ที่ผ่านมา
มีโครงการต่าง ๆที่ทางมูลนิธิได้ดำเนินการช่วยเหลือ ฟื้นฟูและดูแล เพื่อให้คนที่เดือดร้อน คนเปราะบางที่อยู่ห่างไกล ผู้หญิงและเด็ก ได้มีชีวิตที่ดีขึ้น#RaksThaiFoundation#HNY2022pic.twitter.com/xty81dfucE
2. Acesso ao Cuidado Menstrual para 5.000 Escolas na África do Sul
A desigualdade menstrual faz com que muitas meninas faltem à escola quando estão menstruadas, prejudicando o futuro delas. O chamado pobreza menstrual acontece por conta do estigma da menstruação, da dificuldade de acesso e compra de produtos higiênicos, e pela falta de oportunidades para aprender sobre cuidados menstruais e saúde reprodutiva.
Por isso, em 2018, a Global Citizen e parceiros decidiram fazer campanha para ajudar as 3,7 milhões de meninas sul-africanas que vivem a pobreza menstrual, dentro do movimento #ItsBloodyTime. Global Citizens entraram em ação com mais de 5,65 milhões de ações antes do Global Citizen Festival: Mandela 100, realizado em Joanesburgo, África do Sul, em dezembro de 2018, quando o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa fez um compromisso histórico.
Até agora, ZAR157 milhões (mais de US$11 milhões) desse compromisso já foram destinados para fornecer produtos menstruais a estudantes de baixa renda de escolas em toda a África do Sul. E, em outubro de 2019, o governo declarou isento de imposto os produtos menstruais.
“Nunca vimos o governo separar esse tipo de verba para esse tema antes”, comentou Talia Fried, da Global Citizen. “É impressionante e maravilhoso. A África do Sul tem uma história linda de pessoas se unindo e usando suas vozes coletivas para fazer as coisas acontecerem.”
President @CyrilRamaphosa@tito_mboweni@radebe_jeff, #ItsBloodyTime. We need to invest in women's futures. We need to invest in menstrual health.
— Global Citizen Impact (@GlblCtznImpact) 8 de fevereiro de 2019
Will the R2B announced at #Mandela100 or Feb 20 budget include investment in free sanitary pads & menstrual health education? pic.twitter.com/1lAMQciiJA
3. Acabar com a Violência Contra Meninas e Mulheres no México
Eliminar a violência contra mulheres e meninas é fundamental para conquistar igualdade de gênero. Tráfico humano, casamento infantil, violência sexual, feminicídio e mutilação genital feminina são formas terríveis pelas quais a violência pode acontecer e, infelizmente, os índices estão aumentando.
No México, 10 mulheres são assassinadas todos os dias, em um país onde 77% das mulheres dizem não se sentir seguras. Além disso, 93% dos crimes contra mulheres seguem sem punição ou sem serem denunciados. Protestos e manifestações pacíficas pedindo o fim da violência de gênero estão hoje sendo caracterizadas como violentas.
protestos no país. E com pouca proteção pública por parte do governo mexicano, ativistas locais e defensoras dos direitos das mulheres estão colocando suas vidas em risco para denunciar a violência.
No One World: Together At Home, em nome do Governo do México, a Secretária de Interior Olga Sánchez Cordero e a Subsecretária de Assuntos Multilaterais e Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores, Martha Delgado Peralta, se comprometeram a enfrentar a violência de gênero como parte da resposta do país à COVID-19. Com isso, foi lançado nacionalmente a Spotlight Initiative, houve mais treinamento para equipes do 911 no atendimento a chamadas de violência doméstica, a criação da campanha “Homens de Cuidado” e o desenvolvimento de uma caixa de ferramentas de recursos nas Janelas de Atenção Integral à Mulher (VAIM).
Hoje, essa promessa está ajudando mexicanas a buscar os serviços de emergência, expor casos de violência e acessar sistemas de apoio que garantem sua segurança ao mesmo tempo em que cobram do governo mexicano a eliminação da violência contra as mulheres já!
O depoimento de Irinea Buendía sobre sua luta de seis anos para reclassificar o assassinato da filha como feminicídio foi o destaque do lançamento da Spotlight Initiative no México.
— Spotlight Initiative (@GlobalSpotlight) 26 de dezembro de 2019
Leia a história dela aqui ➡️ https://t.co/L83BCDBSQg#SpotlightEndViolence#NiUnaMaspic.twitter.com/RGQDSrnxxr
4. Educação para milhões de meninas em 34 países em situação de crise
A estudante Alzira, de Moçambique, sonha em se tornar engenheira civil, mas sua escola fechou em março de 2020, quando o governo declarou estado de emergência por conta da pandemia de COVID-19.
Quando meninas estudam, toda a comunidade ganha, mas o casamento infantil, o abuso e a pobreza são alguns dos fatores que impedem as meninas de receber a educação que merecem. Apenas um ano extra de estudo pode aumentar o rendimento futuro de uma menina em até 20%, renda essa que geralmente é reinvestida na família. Mas, segundo o Fórum Econômico Mundial, mais de 1,6 bilhão de crianças podem nunca voltar à escola depois da pandemia.
Compromissos assumidos com o Education Cannot Wait durante o Global Goal: Unite for Our Future, uma campanha e transmissão que aconteceu em junho de 2020, já ajudaram mais de 6 milhões de crianças a acessar recursos de aprendizado desde o início da COVID-19, incluindo Alzira e seu irmão em Moçambique, que estão estudando de casa graças a programas educacionais pela rádio e TV como o Telescola.
Os primeiros resultados mostram que a Education Cannot Wait alcançou 9 milhões de crianças com as primeiras respostas de emergência para a COVID-19 em 34 países afetados por crises, em parceria com a UNICEF, ajudando milhões de crianças a manterem os estudos em dia.
A Education Cannot Wait transforma inovação em ação. Quando um desastre causado pelo clima atinge Moçambique, Nepal ou Peru, ou quando aumentam conflitos em Mali, Sudão do Sul ou Síria, a ECW organiza rapidamente uma resposta coordenada, levando ajuda na linha de frente em poucas semanas. pic.twitter.com/8Uycx6OylI
— Education Cannot Wait (@EduCannotWait) 27 de outubro de 2020
5. Global Citizens ajudam a #LevelTheLaw contra o casamento infantil em Malta
Hoje, mais de 15 milhões de meninas no mundo estão presas em casamentos infantis, com estimativa de mais 150 milhões enfrentando o mesmo futuro na próxima década. Na verdade, a cada dois segundos, uma menina é obrigada a se casar em circunstâncias fora do seu controle. Meninas das famílias 20% mais pobres do planeta têm três vezes mais chance de se casar antes dos 18 anos que as mais ricas.
Quando uma menina se casa, ela pode perder acesso à educação e à saúde, enfrentar complicações na gravidez e parto, corre risco maior de sofrer violência sexual, entre outros problemas. Enfrentar causas como conflitos e as normas sociais que legitimam o casamento infantil é essencial para acabar com essa prática prejudicial.
Foi por isso que, em 2016, Global Citizens se juntaram à parceira CHIME FOR CHANGE para a campanha #LevelTheLaw, pressionando por mudanças legislativas necessárias para garantir que meninas e mulheres tenham igualdade de direitos pela lei.
O Governo de Malta entrou em ação e prometeu revogar as seções 199 e 200 do seu Código Penal. Essas eram leis antigas que tratavam vítimas de sequestro de forma injusta – e a mudança ajuda a garantir que meninas e mulheres não sejam mais vítimas de discriminação legalizada.
6. Apoio à saúde materna para mães jovens
Meninas de 10 a 14 anos têm mais risco de morrer por complicações de gravidez do que mulheres mais velhas.
Mais de 300 mil mulheres do México, África e Sudeste Asiático conquistaram acesso a serviços essenciais de saúde materna, em parte graças às ações de Global Citizens.
O financiamento mobilizado durante a campanha Global Goal: Unite for Our Future e evento transmitido em 2020 já permitiu ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) levar assistência essencial em saúde materna e neonatal para comunidades no Benim, Guiné, Togo, Tailândia, Filipinas e México durante a pandemia de COVID-19.
A UNFPA está trabalhando para garantir o acesso a serviços de saúde reprodutiva, planejamento familiar e suporte a sobreviventes de violência e exploração mesmo durante a pandemia.
O financiamento também ajudou a UNFPA a contratar 56 parteiras em regiões remotas de Benim, Guiné e Togo, além de treinar 46 profissionais de saúde em apoio a mortes maternas e 25 especialistas em logística para entrega de suprimentos até o destino final.
Nesta semana em que celebramos o Dia Internacional da Mulher, leia sobre parteiras da Guiné que, mesmo em meio a conflitos civis e à #COVID19, garantem acesso essencial à saúde materna e neonatal como parte do projeto @UNFPA-@TakedaPharma. https://t.co/6tEKKZqU1Xpic.twitter.com/GJQaKdqmLb
— Takeda (@TakedaPharma) 10 de março de 2021
Todos nós temos um papel importante para promover a igualdade de gênero porque quando cada menina prospera, todo o mundo ganha. Acabar com a pobreza extrema, eliminar a fome e alcançar a verdadeira igualdade para todos essas são as ideias que movem a missão da Global Citizen, o coração de cada campanha e ação. Junte-se ao movimento e entre em ação com a gente agora!