Os jovens do Japão estão entre os mais ambiciosos, criativos e conectados globalmente do mundo. Eles estão moldando a cultura global por meio da música, da moda, dos games e do design. Mas, por trás de toda essa força cultural, existe um desafio mais silencioso.

Mais de 300 mil estudantes no Japão vivem atualmente o futoko (ausência prolongada da frequência escola). O número de estudantes nessa situação atingiu um recorde pelo terceiro ano consecutivo. E não são estudantes que “deixaram de se importar”. São estudantes que o sistema deixou de alcançar. Pressão demais, flexibilidade de menos e pouco espaço para ser qualquer coisa além do que a estrutura exige.

E isso não é só um problema do Japão. É um problema do mundo inteiro. E isso prova que, mesmo em um dos países mais escolarizados do planeta, o acesso a uma educação que realmente funcione para todos os estudantes não é garantido. É preciso lutar por isso.

O que está em jogo no mundo

Quando olhamos para além do Japão, a situação se torna ainda mais grave.

Segundo o Relatório Global de Monitoramento da Educação (GEM) 2026 da UNESCO, 273 milhões de crianças e jovens em todo o mundo estão completamente fora da escola — e esse número aumenta pelo sétimo ano consecutivo. Apenas dois em cada três estudantes no mundo concluem o ensino secundário. E, nos países em que essa desigualdade é maior, os governos investem, em média, apenas US$ 55 por estudante por ano. Já nos países de alta renda, esse valor ultrapassa US$ 8.500.

Isso não é só uma diferença. É um abismo. E ele não vai desaparecer sozinho.

As consequências acompanham essas crianças por toda a vida. Cada ano adicional de estudo aumenta o potencial de renda no futuro. O acesso à educação está diretamente ligado à redução de doenças evitáveis, à melhoria da saúde materna e ao aumento da expectativa de vida. Para os 220 milhões de crianças que vivem hoje em zonas de conflito — de Gaza à Ucrânia e ao Sudão do Sul — uma sala de aula costuma ser o único lugar seguro ao qual elas têm acesso. Educação não é apenas oportunidade. Para milhões de crianças, é sobrevivência.

Onde a cultura encontra um propósito

No dia 18 de junho de 2026, Global Citizen chega ao Japão pela primeira vez.

Global Citizen Live: Tokyo toma conta do Tokyo International Forum — com &TEAM como atração principal e apresentações de Ai e Yuki Chiba. É uma celebração da energia criativa japonesa que está transformando a cultura global neste momento. Mas também é um momento de compromisso: cada ingresso, cada ação realizada pelo app da Global Citizen e cada pessoa presente fazem parte de algo que vai muito além do setlist.

“A música tem o poder de conectar mundos diferentes”, disse o &TEAM. “Isso sempre esteve no centro da identidade do &TEAM, por isso é uma honra nos apresentarmos por uma causa tão importante.”

A música aproxima as pessoas, mas o que realmente importa é o que fazemos com essa conexão.

O fundo que transforma o show em mudança

No centro do Global Citizen Live: Tokyo está o FIFA Global Citizen Education Fund, um compromisso de arrecadar ¥16 bilhões (cerca de US$ 100 milhões) para garantir que pelo menos 100 mil crianças tenham acesso a uma educação de qualidade em mais de 150 países, incluindo o Japão, até a Copa do Mundo da FIFA 2026.

O fundo atua em duas frentes — e as duas são fundamentais.

Metade vai diretamente para organizações de base: financiamentos que variam de US$ 50 mil a US$ 250 mil, destinados às equipes que já atuam nas comunidades, construindo salas de aula em comunidades com menos acesso a serviços, formando professores e levando programas de leitura para crianças que nunca tiveram essa oportunidade.

A outra metade fortalece o Football for Schools (F4S), uma parceria com a UNESCO que utiliza a linguagem universal do esporte para ensinar habilidades para a vida — como saúde, equidade de gênero, pensamento crítico — integradas diretamente aos sistemas nacionais de educação. O F4S foi lançado oficialmente no Japão em março de 2026. A meta é alcançar 700 milhões de crianças em todo o mundo. O método é simples: encontrar as crianças onde elas já estão, por meio de algo que elas já amam, e construir novas oportunidades a partir daí.

Conectar essa missão à Copa do Mundo da FIFA é uma estratégia para levar a educação ao centro do palco global, diante de líderes mundiais que têm o poder de agir — em um momento em que não podem simplesmente desviar o olhar.

Por que isso importa agora

A janela está se fechando. O relatório da UNESCO descreve o momento atual como uma “tempestade perfeita”: conflitos, deslocamentos provocados pelas mudanças climáticas e instabilidade econômica estão empurrando cada vez mais crianças para fora das salas de aula, mais rapidamente do que o mundo consegue trazê-las de volta. Cada ano sem ação significa mais jovens perdendo oportunidades que poderiam transformar seu futuro.

A Embaixadora Cultural da Global Citizen, Ai, resumiu a situação de forma simples: “Agora, mais do que nunca, precisamos demonstrar compaixão e apoiar uns aos outros. Vamos agir juntos e fazer a diferença.”

O show em Tóquio é um ponto de partida, não uma linha de chegada. Desde 2008, a comunidade Global Citizen já realizou mais de 42,9 milhões de ações, mobilizando US$ 50 bilhões em compromissos que impactaram 1,3 bilhão de vidas.

Faça sua parte

Você não precisa estar no Tokyo International Forum para fazer parte desse movimento. Tudo acontece pelo app da Global Citizen, uma plataforma em que aprender sobre as causas da pobreza e realizar ações concretas e direcionadas garante acesso a momentos que você não vai querer perder.

Baixe o app. Entre em ação. Conquiste o seu lugar.

O futuro pertence a quem consegue acessá-lo. Vamos garantir que ele seja para todos.

Global Citizen Explains

Derrote a Pobreza

O futuro depende de quem tem acesso à educação.

Por Angi Varrial