Música, engajamento e impacto real em uma noite inesquecível. O Global Citizen Festival voltou ao Great Lawn reunindo 60 mil pessoas no parque — e milhões assistindo ao redor do mundo — para provar, mais uma vez, que a cultura pop pode influenciar políticas públicas quando as pessoas se unem por um propósito. A edição de 2025 combinou performances de tirar o fôlego com compromissos concretos em áreas cruciais: energia limpa, proteção das florestas tropicais e saúde e educação infantil. De momentos-surpresa no palco a promessas feitas sob a luz dos celulares, de uma cerimônia indígena a um palco movido a bateria, estes 9 destaques capturaram o espírito, a força e a alegria do #GCF2025 — e mostram por que isso tudo importa.

1) Europa anuncia plano de US$ 640 milhões para energia limpa na África

A Comissão Europeia transformou grandes promessas em projetos concretos. O pacote inclui linhas de transmissão de alta voltagem, mini-redes rurais e programas nacionais de eletrificação que levarão energia confiável a comunidades em diversos países do continente africano. Foi um dos anúncios políticos de maior destaque do festival, por responder a uma pergunta que costuma surgir após promessas financeiras de grande escala: como isso vai acontecer, e quando? Ao converter os euros comprometidos em planos tangíveis, o continente europeu dá um passo concreto rumo à meta de triplicar as fontes renováveis de energia — de forma real e mensurável

2) Fogo Azul NYC: 50 percussionistas fazem o parque pulsar no início do festival

O coletivo de samba-reggae Fogo Azul NYC, liderado por mulheres, desfilou com força pela passarela e acendeu o coração coletivo do parque. Não foi apenas uma explosão de energia — foi um exemplo claro de como a alegria mobiliza. A fileira de tambores azuis, a interação com o público, a dança contagiante — tudo ali dizia: participar é o que importa. Essa é a força de um movimento vivo: ele chama, acolhe e motiva a continuar.

A Fogo Azul NYC abriu o Festival com 50 percussionistas, transformando o parque em um chamado à participação.
Image: Getty Images

3) Fundo de educação ultrapassa US$ 30 milhões

No palco e nas Impact Sessions (realizadas nos dias que antecederam o festival) o entusiasmo em torno do FIFA Global Citizen Education Fund só cresceu. Com contribuições da MetLife, Bank of America, Cisco, do governo de Serra Leoa, entre outros parceiros, o fundo superou a marca de US$ 30 milhões arrecadados durante o festival, avançando rumo ao objetivo de US$ 100 milhões até 2026. Os programas de educação de qualidade e futebol financiados por esse fundo vão alcançar dezenas de milhares de crianças, unindo aprendizado com habilidades essenciais para a vida. Foi uma conquista que dava para sentir na vibração do público.

4) Tyla conquista Nova Iorque

A sul-africana Tyla fez do Central Park uma verdadeira pista de dança no fim do verão — prova de que a Rainha do ‘Popiano’ sabe dominar um palco global como poucos. Com um show elegante, pulsante e cheio de atitude, sua apresentação ecoou a energia africana presente no festival — da força das renováveis ao orgulho cultural. E a mensagem por trás das batidas era clara: o futuro de energia limpa que está sendo construído na África já alimenta a criatividade e ilumina o mundo.

Tyla incendiou o Central Park com Amapiano e orgulho africano, mostrando o futuro limpo da África impulsionando a cultura global.
Image: Getty Images

5) A força do voluntariado: milhares garantiram seus ingressos através de ações

A cada edição do festival, os ingressos são conquistados através de engajamento — e neste ano, esse espírito foi elevado a um novo patamar com ações presenciais em comunidades. Do Global Citizen Day com a The Bowery Mission a mutirões de limpeza em praias e mais de 40 mil inscrições para programas de mentoria, foi inspirador ver cidadãos garantirem seus ingressos atuando onde mais importa. Essa conquista ganhou destaque também no palco, celebrada por vozes como a de Kristen Bell, que reforçou o poder da participação ativa.

6) Ayra Starr & Rema: um compromisso iluminado por celulares

Ayra Starr e Rema protagonizaram um dos momentos mais simbólicos da noite: ao pedirem que o público “acendesse uma luz”, viram milhares de celulares iluminarem o parque como estrelas. O gesto representou com clareza o princípio da Global Citizen: pequenas ações geram grandes mudanças. Uma luz erguida pode significar engajamento, como uma assinatura, um contato com representantes ou uma contribuição concreta.

7) Sustentabilidade na prática: palco SmartGrid, cardápio vegetariano e ações de compensação climática

Todos os anos, o Global Citizen Festival reafirma seu compromisso com a sustentabilidade, e em 2025 esse compromisso saiu do discurso e ganhou o palco. O palco principal foi alimentado por um sistema de baterias SmartGrid. Toda a alimentação servida foi vegetariana, com mais opções veganas. Os créditos de biochar, gerados a partir da conversão de resíduos agrícolas em uma substância semelhante ao carvão que fixa o carbono no solo, ajudaram a compensar a pegada ambiental, ao mesmo tempo em que apoiam agricultores familiares. Nos bastidores, as refeições excedentes foram doadas, e as latas, recicladas com o apoio de parceiros locais.

8) Cardi B eletriza o Great Lawn

Ícone da cultura pop e vencedora do GRAMMY, Cardi B entregou um show eletrizante e repleto de hits que fez o Central Park vibrar como uma autêntica block party do Bronx — com atitude, precisão e pura alegria. Com seu carisma afiado e domínio de palco natural, ela lembrou por que a cultura pop é uma das maiores forças impulsionadoras do movimento: quando a energia sobe, a vontade de agir também cresce.

Cardi B fez o Great Lawn ferver, transformando Central Park em festa do Bronx e mostrando o poder da cultura pop nos movimentos.
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9) Shakira encerra com coro global ao som de “Waka Waka”

No encerramento do festival, Shakira transformou o Great Lawn em uma só nação, com milhares de vozes unidas em coro em “Waka Waka (This Time for Africa)”. Foi um final catártico, alegre e simbólico — quase como uma passagem de bastão. O refrão, que nasceu como hino da Copa do Mundo de 2010, a primeira realizada no continente africano, também funcionou como um chamado à ação, mirando os próximos grandes eventos da agenda de impacto social: o Global Citizen Festival: Amazônia e as reuniões do G20 — agora pelo futuro energético da África, pela proteção das florestas amazônicas e pela educação infantil em todo o mundo.

Shakira encerrou com “Waka Waka”, unindo todos em uma voz só por energia pra África, Amazônia protegida e educação pras crianças.
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Por que esses momentos importam

A dinâmica do festival seguiu o modelo já reconhecido da Global Citizen: partindo de valores e participação, passando por políticas públicas e celebração, até chegar à prestação de contas. A liderança indígena evidenciou o que está em jogo. Voluntários e os compromissos assumidos pelo público demonstraram que o modelo funciona. Governos e empresas apresentaram planos de ação concretos. Artistas transformaram a atenção em energia mobilizadora. Essa fórmula já contribuiu para gerar dezenas de bilhões em compromissos desde 2008 e continua evoluindo à medida que o movimento cresce.

O que você pode fazer agora

Junte-se aos milhões de Global Citizens que transformam momentos em movimento. Baixe o app da Global Citizen, atue em prol da energia limpa, da proteção das florestas e da educação e nutrição infantil, e convide mais pessoas a se engajarem. Quando as vozes se unem, seja em um parque, na internet ou na sua comunidade, os líderes escutam e vidas se transformam.

Editorial

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Por Angi Varrial